sábado, 15 de novembro de 2008

Paulo Moura - Mistura e manda (1983)



"(...) Só sambas e choros estão em Mistura e manda - a única exceção é Tempos Felizes, uma quase valsa levada só a clarineta (Paulo) e violão (João Pedro Borges), tema de amor do filme Parahyba, Mulher Macho. As outras seis faixas mantêm no ar o clima de gafieira ou, como quer Paulo Moura, de uma "jam-session carioca", com os músicos improvisando livremente, propondo-se mútuos desafios, instigando-se. Podem ser choros do tipo tradicional, como Chorinho pra você, de Severino Araújo, que abre o disco com um faiscante diálogo entre Paulo, Zé da Velha e o bandolim de Joel Nascimento, ou choros quebrados, de linha melódica angulosa, como o Chorinho pra ele, de Hermeto Pascoal, que privilegia a atuação das cordas - Joel no bandolim, Rafael Rabelo no violão de sete cordas, Maurício Carrilho no violão e Carlinhos do Cavaco no cavaquinho.
nada
Mas ao afinar assim sua escolha de repertório, Paulo, esse eclético por formação, como que reafirma seu interesse nas muitas formas do fazer música que o Rio gerou, demonstrando claramente como o conceito de "popular" convive harmonicamente com elaboração, precisão, complexidade. Não há nada propositalmente complicado em Mistura e manda - é, em essência, um disco feito para dançar, como os bailes do Circo Voador. Mas é um privilégio dançar ao som de música tão boa."
nada
Ana Maria Bahiana
O Globo, 17/12/1983
nada
nada
1- Chorinho pra você
2- Chorinho pra ele
3- Mistura e Manda
4- Nunca
5- Tempos Felizes
6- Caminhando
7- Ternura

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