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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Milton Banana - Ao meu Amigo Tom (1980)



Milton Banana é um dos principais bateristas da bossa nova, começou a carreira tocando em casas noturnas na década de 50. Acompanhou o conjunto de Luís Eça e em 1959 participou da primeira gravação de Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), feita por João Gilberto. Tocou outras vezes com Tom e João Gilberto, participando do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York, 1962. Também participou de outra gravação histórica: a do disco de João Gilberto e Stan Getz, em 1963. Excursionou pela Europa com João Donato e Tião Neto. Nos anos 70 criou o Milton Banana Trio, que gravou oito discos com grande sucesso. Seu balanço rítmico seria muito apreciado nos anos 90 pelos cultores ingleses do acid jazz.
nada
fonte: CliqueMusic
nada
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1- Chega de Saudade / Desafinado / Corcovado
2- O Morro não tem Vez / A Felicidade
3- Dindi / Demais
4- Ela é Carioca / Garota de Ipanema
5- Estrada do Sol / Estrada Branca
6- Samba do Avião / Só tinha que ser com Você
7- Água de Beber / Águas de Março
8- Ligia / Wave / Triste
9- Brigas, nunca mais / Discussão
10- Foi a Noite / Eu sei que vou te amar
11- Samba de uma Nota Só /Só danço Samba
12- Meditação / Amor em Paz
13- Chovendo na Roseira / Se todos fossem Iguais a Você
14- Insensatez / Inútil Paisagem
15- Este seu Olhar / Só em teus Braços

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tom Jobim - Tide (1970)




"(...) Esse generoso, espontâneo ser urbano-silvestre que é o maestro Jobim representa muita coisa mais do que uma sensibilidade pequeno-burguesa que modula crônicas de amor para consumo da classe média, a que logo adere uma suposta classe alta. É antes um criador musical que concentra o espírito do Brasil antigo, situando-o na atualidade sob condições novas. Estabelece uma continuidade emocional em formas tão cristalinas que sentimos, graças ao seu talento, a novidade dos estados permanentes de alegria, tristeza e cisma, vividos pela nossa gente, à margem de estilos e modas. Um Nazaré e um Tom dispensam colocação didática na história da música brasileira. E em Tom esse sentir brasileiro é também um sentir dos ventos, das ramagens, dos seixos, das vozes de passarinhos, que não são cariocas nem fluminenses, é a "geologia moral" do Brasil, que procuramos esquecer mas subsiste como explicação maior da gente.
nada
Tom Jobim, deputado eleito pelos sabiás, canários e curiós para falar, não aos povos da Zona Sul, mas a toda criatura capaz de ouvir e de entender pássaros, trazendo-nos uma interpretação melódica da vida. Isso que ele faz tão bem, cativando a todos. Ou a quase todos, pois seria vão esperar que os amantes do barulho erguido à categoria de música estimassem o antibarulho, o refinamento do som organizado em fonte de prazer estético e explicação do homem por si mesmo. O som de Tom, o som que uma fada (iara, sereia, camena?) lhe deu há 50 anos, presente das matas da Tijuca ao futuro morador do Leblon, ao mais despreocupado dos mestres, e por isso também o mestre que é mais agradável reverenciar.
nada
Salve, Tom, em claro e meigo Tom! "
nada
Carlos Drummond de Andrade
nada
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1- The Girl from Ipanema
2- Carinhoso
3- Tema Jazz
4- Sue Ann
5- Remember
6- Tide
7- Takatanga
8- Caribe
9- Rockanalia
10- Tema Jazz [alternative take]
11- Tide [alternative take]
12- Tema Jazz [master take in full]
nada
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