
"Hoje, 21 de janeiro, dia de Santa Inês, eu acabo de escutar a gravação do Quinteto da Paraíba e vou traçar algumas considerações em torno do assunto. Começando, eu devo dizer que os arranjos de Adail Fernandes passam uma atmosfera magnífica, apesar de não ser um trabalho fácil, diga-se de passagem, pois arranjar para um quinteto não é como arranjar para uma sinfônica. As músicas No Reino da Pedra Verde, Aboio e Galope do meu amigo, o maestro Clóvis Pereira, representam esta região brasileira pobre de dinheiro mas muito rica de manifestações musicais, notadamente nosso Estado da Paraíba, onde o que se pensa em fazer em matéria de música resulta em dobro. Vejam por exemplo a Orquestra Tabajara, com Severino Araújo, A Orquestra Sinfônica da Paraíba, mais recentemente a Orquestra Sanfônica em Campina Grande, o Quinteto Brassil, a Metalúrgica Filipéia e especificamente o Quinteto da Paraíba. Muito feliz também foi a idéia de incluir Capiba com Toada e Desafio, A.C. Nóbrega com Rasga e Toré de A. J. Madureira. Aproveito para parabenizar o Quinteto da Paraíba pela iniciativa de juntar a música Armorial com o trabalho de Astor Piazzolla, fazendo assim pela primeira vez a junção de duas fontes musicais unindo a nossa tão sofrida América do Sul. Eu acho que essa fusão foi de uma felicidade incrível e eu quero, mais uma vez, dizer que eu fico muito feliz em escutar e não hesito em recomendá-la a todas as pessoas de bom gosto musical. A execução dos participantes é impecavelmente brilhante, a mixagem perfeita, enfim, não vou me alongar mais porque música não é para se comentar, é para se ouvir. Portanto, eu reafirmo aquilo que eu venho dizendo há muito tempo: João Pessoa é a Viena brasileira; tudo que se faz musicalmente frutifica da melhor maneira possível."
nada
Sivuca
nada
nada
1- No Reino da Pedra Verde
2- Aboio
3- Galope
4- Toada e Desafio
5- Rasga
6- Toré
7- Adiós, Nonino
8- Otoño Porteño
9- Mort
10- Fuga y Mistério
11- Prelúdio Nº 9
12- Melancólico Buenos Aires
